Não fomos feitos pra dar certo, mas fomos feitos pra ficarmos juntos. Acontece.
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Soulstripper. (via
sou-inseguro)
Eu diria que se um dia você quiser começar a escrever - não sobre sentimentos batidos, rimas gastas ou dívidas nunca pagas -, se um dia quiser se espremer, abrir uma ferida com a caneta, estancar o dedo no umbigo até tocar as entranhas, boa sorte. Você vai procurar a queda, de qualquer maneira, mas o fundo do poço não parecerá tão escuro. As paredes de lá são detalhadas com formas e cores e sonhos. Detalhes esculpidos a dedo, histórias que mudariam histórias, marcas que enlaçariam frutos, frutos que adoçariam marcas. As linhas vermelhas verticais e horizontais criarão vida, voarão para lábios, pescoços, poemas. A arte pela arte. Morte é vida que caiu em sono; é folha que esfarelou-se em gesto; é frio que descabelou-se pouco. Tudo se tornará pouco. Os pássaros não serão os mesmos, assim como as pessoas perderão o gosto anterior de adocicadas maçãs. O corpo se tornará templo, as mãos carregarão a culpa, os lábios entoarão pecados, os dedos espalharão mentiras. O segredo estará escrito em sua nuca, e você sempre achará que se contorcendo um pouco mais, conseguirá lê-lo. Os funerais se tornarão eternos, a noite estabelecerá seu trono, a música permanecerá inaudível, enquanto as coisas se despedaçarão no tempo. O cansaço chegará primeiro, o mistério pedirá passagem, o espelho permanecerá inerte, enquanto você esmurra a prata que lhe aponta falho. Falhará como homem, petrificar-se-á como pássaro, emudecerá como flauta, esquecer-se-á das promessas. Quebrará alianças, construirá muralhas, abraçará ruínas e virará passado. Passou-se, passaram, passou - virará tantos, beberá todos. Assinará seu nome nos pactos - mas quem é você? Assanhará as unhas para que elas fiquem excitadas ao sentir calor, quebrantará a alma por saber que de nada adiantará gritar. Surtará. Boa sorte se quiser tentar deixar de sentir as coisas de acordo com a ínfima carga que realmente possuem. Se um dia quiser partir da realidade, pular no aquário da desesperança, desencontrar-se nos retratos, nos bilhetes, nas pegadas, tenha boa sorte e, se me encontrar por lá, não me guie de volta para casa - não caberia mais morte nesse peito manchado.
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Neemias Melo (via
profetizas)
Ir em um lugar que da eco e ficar gritando ::::::::::::::::: tão eu.
Passam pássaros e aviões
E no chão os caminhões
Passa o tempo, as estações
Passam andorinhas e verões…
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Tribalistas (via
depreendido)